30 de dezembro de 2009

29 de dezembro de 2009

Praga! Surpresa mais linda do mundo!

Depois de um dia inteiro de viagem, três horas de trem de Bordeaux a Paris, mais uma hora de ônibus e engarrafamento até o aeroporto e quase duas horas de voo, chegamos a Praga, que está branquinha, debaixo de neve!

A aterrissagem foi com emoção, com a pista inteira coberta de neve e o avião patinando pra lá e pra cá. A mala chegou molhada, porque os "cuidadores" de mala daqui parecem ser tão sacanas quanto os do Brasil. Já eram 23h30 e, graças a uma boa ideia do meu maridinho, tínhamos reservado um carro no hotel daqui pra buscar a gente. Nem as tais coroas tchecas ainda temos. Estávamos lisos, num país completamente desconhecido e que fala uma língua bizarra. Mas o motorista já estava esperando a gente, graças a Deus.

Quase uma resbalada e primeira caída depois, já dentro do carro, vim curtindo a cidade e a neve, tão diferente pra gente e tão comum pra quem vive por aqui. O moço passou por ruazinhas bem legais e já deu pra perceber que o nosso hotel é bem localizado.

Quando paramos na frente do hotel, percebi que, justo ao lado, tinha um lounge bem legal. Ia comentar com o Camilo, quando li o nome: "Buddha-bar". Caramba, pensei, estamos do lado do Buddha-bar. Aí, li o resto do letreiro: "Buddha-bar hotel". Demorou um tempo até eu compreender o que estava lendo e só me dei conta quando olhei pro Camilo, que estava com aquela cara de "te peguei"!

É isso aí, gente! Meu presente de Natal! Super surpresa do meu querido marido! Estamos neste lindo hotel, MA-RA-VI-LHO-SO! Perfeito! Aí vão algumas fotinhos! Já disse que vamos ter que vir à Praga de novo! Com esse quarto tão lindo, nem dá vontade de sair! Hahahahahaha!!!





Nosso quarto:




Já sei que Praga é maravilhosa. Mas já valeu muito por isso, né?

Pra quem se animar: http://www.buddha-bar-hotel.cz/

25 de dezembro de 2009

Joyeux Noël! Feliz Natal!

Nosso Natal! Perfeito e inesquecível sobre o Rio Sena! Mesmo com o frio e a chuva, a torre estava linda!




18 de dezembro de 2009

AHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!

Como diriam minhas amigas queridas e podres:

ESTOU QUI-CAN-DOOOOOOOOOOO!!!!

Vaya tres - Uma conversa de facebook

alex martinez peralta
¿De donde han sacado a estos? !!Una vergüenza!!¿Sí o sí?

Alessandra Peruzzo
Me encanta la foto!!!

Isa Giménez
Vaya tres!!! jajajajaja!!! En enero voy para allá. Hacedme un hueco u os mato!!!

Federico Robles
Os Dida, Ronaldinho e Adriano do Master...

Espica Inieshum ॐ
isabel! en Enero vienes??ya puedes ir avisando....buenobuenio... los moviento libertario eeeh! besito

Alessandra Peruzzo
Enero!!! Uju!!! Ahí me voy también!

Isa Giménez
Lalalá!!! Se fragua el reencuentro, se fra-gu-aaaa!!!! NO DIGÁIS QUE NO AVISÉ!!!

Carolina Senra
aaaa, q envidia! quizás aparezco también si gano el la loteria!!!

Simon Hernandez
que no me baño.....

Isa Giménez
Me muero de ganas de veros!!

Alessandra Peruzzo
Oye, dónde quedamos? Jajajajajaja!!!

Maca Pérez Sánchez
EN ENERO NOS VEMOS AMIGAS Y AMIGOS....YUJUUUUUUUUUU!!!!!!!!!!!

alex martinez peralta
estoooooo, ¿al bahía como siempre?

Maca Pérez Sánchez
siiiiiiiiiiiii, vamos vamos!!!!

Alessandra Peruzzo
Ya está!! Al Bahía!!! No puedo creer!!!

Isa Giménez
Bahía, Ba hí aaaa!!

Melancia - Uma conversa de MSN

(...)

XXX:
Mas eu vou me vingar de você.
Com a afirmação que vem a seguir.
VOU PRA SÃO PAULO AMANHÃ.
ha-ha-ha

EU:
ai, ai...
tá bom...
boa viagem
vou lembrar de você quando estiver passeando pelas ruas de Paris, Bordeaux, Praga e Barcelonaaaaaaaaaaaaaaaa

XXX:
ah, é, você vai pro mundo velhaco, antigo e fora de moda.

EU:
vou
e feliz!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

XXX:
Eu vou pra maior cidade da América Latina, moderna, cosmopolita e etc...

EU:
Hahahahahahahahahahah!
Que mania de grandeza essa sua!

XXX:
Não é mania de grandeza. É só uma comparação básica. "Você quer trocar uma viagem pra São Paulo por um turismo mequetrefe por Paris, Praga, Bordeaux e Barcelona?" A resposta é "NÃÃÃÃO". Tipo quando o Sílvio Santos perguntava: "Você quer trocar um fusca 0km por uma melancia?" No caso, Europa é a melancia!!

EU:
Adoro melancia.

Estou indooooooooooooooo!!!

QUÉ ES: El reencuentro


CÓMO: Con mucha nostálgia y cervezas-beer


CUÁNDO: El 5 de enero


DÓNDE: En el Bahía, Barna!


Vale?

3 de dezembro de 2009

O que eu amo em Brasília

O quê? Justo eu, que reclamo tanto dessa cidade, escrever um post sobre o que eu amo em Brasília? Tem alguma coisa que eu amo em Brasília? Apesar de tudo, tem. Na verdade, muitas. E hoje me deu vontade de escrever porque, enquanto vinha pra casa, passei por um monte delas. Esse post é simples e sem muita filosofia. É uma lista do que Brasília tem que me faz esquecer que estou aqui, perdida no meio do planalto central:

- O céu e o pôr-do-sol;

- O lago, lindo, que até dá uma enganadinha de mar, de vez em quando;

- O Pontão e a Mormai, de onde acabei de sair, depois de tomar um açaí superbom, sentadinha e olhando pro lago aí de cima, com um pôr-do-sol lindo, em um dos momentos de trégua que a chuva tem nos dado;

- As noivas breguérrimas tirando foto no Pontão. A-DO-RO! Como me divirto com elas, as mocinhas que ficam arrumando o vestido, a maquiagem delas e os fotógrafos! Ah, e claro: com os vestidos estilo bolo-de-noiva. Sei que é um momento especial pra elas e boto a maior fé de elas guardarem essas recordações. Mas que é engraçado, é. Ainda mais que são várias ao mesmo tempo, debruçando-se em árvores, sorrindo para o sol, jogando o buquê para o lago…

- A minha casa, por dentro e por fora, que me faz sentir bem longe daqui;

- As árvores, que vão florindo de acordo com a época do ano. Depois de ter curtido muito a época dos ipês rosas (acho que é ipê), hoje, no caminho pra casa, me deparei com muitas lindas árvores com flores amarelas. Devem ser os famosos ipês amarelos que, apesar de viver minha vida inteira aqui, ainda não sei identificar direito;

- Falando em árvore, as inúmeras árvores frutíferas que estão espalhadas pela cidade: jaca, amora, abacate, manga! Aliás, estamos em época de manga e isso me faz ir para o próximo item;

- Em época de manga, ver, o tempo todo e em todos os lugares, gente parada debaixo das árvores, tentando derrubar umas frutinhas e aproveitando para saboreá-las ali mesmo, na sombrinha dos galhos. Um item é especial nesse cenário: a bicicleta, normalmente deixada encostada no meio-fio, enquanto o dono atira pedras e paus para derrubar as frutas;

- O caminho que eu tomo pra minha casa, que é rápido e bonito;

- Poder ir pra onde eu quiser na hora do almoço, sem ter que me preocupar com trânsito;

- Meus pais e minha família;

- Meu marido e a família dele;

- Meus amigos;

- O CCBB e o Cine Academia;

- A livraria Cultura;

- O meu deck, cheio de futons, na minha varanda;

- Os meus filmes;

- Os meus sonhos, que me fazem voar pra bem longe daqui.

1 de dezembro de 2009

Brasília cai de podre (Dora Kramer - Estadão de hoje)

"Se tiver filme é o fim", dizia o líder do DEM no Senado, Agripino Maia, no fim da tarde de sexta-feira quando Brasília se alvoroçava sem ainda distinguir o que era verdade ou boato no forrobodó que acabava de explodir na capital do País: o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, pela segunda vez em oito anos era protagonista de um escândalo.

E não só há filme, como as imagens exibidas são as mais impressionantes já vistas em matéria de flagrante de corrupção num caso em que, se dúvida houver, é se existe alguém direta ou indiretamente ligado ao governo que esteja fora do esquema.

Na sexta-feira, a capital federal caiu de podre. Governador, vice-governador, presidente da Câmara Legislativa, deputados, secretários de Estado, empresários, jornalistas, presidentes de estatais, administradores regionais e sabe-se lá mais quantos integrantes de instâncias de decisão, sem cuja colaboração os crimes não poderiam ter sido cometidos com tanta desenvoltura, fazem parte de uma quadrilha de assaltantes do dinheiro público.

Nunca se viu nada parecido. Um escândalo que não se resolve com o impeachment do governador. Não só Arruda está impedido de continuar à frente do governo do Distrito Federal. Seu vice, Paulo Otávio, não pode suceder-lhe porque tinha um homem da mala preta encarregado de transportar a sua parte. O presidente da Câmara Legislativa tampouco: foi filmado enfiando dinheiro nas meias, nas calças e nos bolsos do paletó.

O denunciante, Durval Barbosa, centralizava a distribuição no próprio gabinete de trabalho e, não obstante carregasse dezenas de processos nas costas e integrasse a turma do antecessor Joaquim Roriz, de estripulias conhecidas na área - a mais vistosa, a partilha de R$ 2,2 milhões com Nenê Constantino, o levou à perda do mandato de senador - foi nomeado secretário de Relações Institucionais.

Fazia tudo institucionalmente, na hora do expediente, sem grandes mistérios e nenhuma cerimônia. Deputada até então das mais respeitadas como educadora, Eurides Brito entra na sala cheia de pressa e muita prática: pergunta por Durval e 19 segundos depois já enche a bolsa com maços de dinheiro. O deputado Júnior Brunelli leva 14 segundos. Rápidos e rasteiros.

Três dias depois de conhecidos os fatos a partir da operação da Polícia Federal na busca e apreensão de documentos, Arruda estava "pronto" ontem para dar explicações ao seu partido, o DEM.

A ala mais jovem e antes interessada em fazer de Arruda o vice na chapa presidencial do PSDB dava um crédito de confiança. Sem dizer baseada no quê exatamente.

O grupo mais experiente - escaldado de outros carnavais e imagens de dinheiros que lhes dizimaram uma candidatura presidencial - não queria nem conversa. Convidado a se retirar do PSDB em 2001, Arruda, no que dependesse deles, seria agora convocado a fazer o mesmo.

Como sempre, os mais velhos têm razão. O episódio presente nem pode ser comparado aos tradicionais mensalões. É muito pior. Não se limita a financiamento ilegal de campanha ou pagamento à base aliada: é corrupção explícita e generalizada.

Segunda chance - José Roberto Arruda jogou no lixo o perdão que recebeu em 2002 do eleitorado que o elegeu deputado federal, permitindo sua sobrevivência na política depois de ter sido pego no delito de violação do painel de votação do Senado. Ali estava delineado um caráter. O desdobramento foi uma variação sobre o mesmo tema.

Marca registrada - Assim como o então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, orientou o presidente Luiz Inácio da Silva a assumir a versão do caixa 2 de campanha para justificar o mensalão petista, o advogado de José Roberto Arruda aconselhou seu cliente a tentar transformar a rapinagem brasiliense em crime eleitoral.

Rende penas brandas e antigamente se rendia ao fato consumado - a eleição do infrator. Agora tem produzido cassações, embora tardias e contestadas pelos defensores do "voto do eleitor".

O abuso da máquina pública na eleição antecipa quais serão as bases de atuação do candidato quando governante.

O preço - O risco que se corre com a realização de uma obra - filme, livro, peça, vídeo -, assumidamente para fazer de um homem um mito, é acabar despertando o descontentamento de testemunhas de versões menos edulcoradas da mesma história.

Como César Benjamin e Paulo Vidal - o antecessor de Lula no Sindicato dos Metalúrgicos - vão aparecer outras pessoas que conviveram com Lula o homem normal, não com o herói sem defeitos da fábula assinada pela família Barreto.

Um Lula mais próximo da realidade é mostrado no documentário Entreatos, de João Moreira Salles, que vale de novo conferir.